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Ressocialização de presos é incentivada pelo Conselho da Comunidade

Sala de Imprensa: Notícias 28/11/2013
Ressocialização de presos é incentivada pelo Conselho da Comunidade

O case das empresas Irm�os Fischer, de Brusque, e da
Unicer�mica, de Rio do Sul, foi apresentado durante reuni�o especial do
Conselho da Comunidade, realizada na quarta-feira, 27 de novembro, na
Associa��o Empresarial de Rio do Sul (ACIRS). As duas empresas utilizam m�o de
obra de detentos em suas linhas de produ��o.


Os participantes foram recepcionados pela representante da
ACIRS, no Conselho, Maristela Nair Zanella, e pela presidente do Conselho, Jane
Coninck de Liz, que citou as principais fun�es do grupo, entre elas a de
incentivar a comunidade a se responsabilizar pela ressocializa��o dos detentos.


Ela alertou que o Pres�dio Regional de Rio do Sul est� superlotado,
com 412 presos, sendo que a estrutura poderia abrigar no m�ximo 200. �A maioria
deles est� em idade produtiva, por isso nosso compromisso social nasce aqui,
nesta noite, com a participa��o das empresas para oferecer trabalho a essas
pessoas�, salientou Jane.


O diretor industrial da Irm�os Fischer, Norival Fischer,
afirmou que o projeto implantado pela empresa n�o � m�rito de ningu�m.
�Precisamos nos conscientizar que � preciso fazer algo. Santa Catarina tem 17,8
mil presos, o Brasil tem 568 mil, e o que n�s estamos fazendo efetivamente para
eles voltarem � sociedade? Se n�o houver reinser��o esses n�meros s� ir�o
aumentar�, completou.


A Fischer construiu oficinas na Unidade Prisional Avan�ada de
Brusque e na Penitenci�ria da Canhanduba de Itaja�, onde mais de 150 internos
trabalham na fabrica��o de diversos itens de seu portf�lio. S� podem participar
aqueles que passarem por uma avalia��o e mantiverem a disciplina. �Eles s�o
mais comprometidos com a qualidade do que muitos de nossos funcion�rios, pois
sabem que se cometerem algum deslize, seja na produ��o ou no relacionamento com
os demais, ser�o retirados do programa. A cada tr�s dias, de oito horas
trabalhadas cada, eles conseguem um dia de remiss�o na pena�. Cada detento
recebe um sal�rio m�nimo, n�o tem v�nculo empregat�cio, sendo que 25% do
sal�rio fica para a unidade prisional e 75% � destinado ao detento.


No primeiro momento eu entendia
que era filantropia, hoje vejo que � uma ind�stria que me d� rentabilidade
�,
Norival Fischer, diretor industrial da Irm�os Fischer.


Quem tamb�m deu seu depoimento foi o empres�rio Claudio Luiz
Kurth, da Unicer�mica, de Rio do Sul. Nesse caso, 32 presidi�rios do regime
semiaberto s�o levados de �nibus at� a empresa. �N�s n�o consegu�amos m�o de
obra e aceitamos o convite do diretor do pres�dio para oferecer trabalho a
eles. Recepcionamos o grupo e fiz quest�o de apertar a m�o de cada um. S�o
muito disciplinados, d� para confiar no trabalho, mas � preciso monitoramento
constante, j� que o local � amplo�. Para o diretor da empresa, eles valorizam
muito as refei�es que recebem, o transporte, a remiss�o da pena e a
possibilidade de sair um pouco das celas.


Para encerrar a reuni�o, o diretor do pres�dio, Nei Feuzer,
contou como foi a transfer�ncia da unidade do Centro para a Serra Canoas, momento
considerado preocupante pois a estrutura n�o estava adequada �s necessidades de
seguran�a. N�o havia �gua suficiente, tratamento de esgoto, muros, coleta de
lixo, internet e outros itens como o telefone funcionavam de forma prec�ria. �Naquele
momento muitas pessoas da nossa comunidade contribu�ram para que essa fase
pudesse ser vencida�, lembrou.


Ele ainda relatou como est�o sendo as parcerias para oferecer
trabalho aos detentos. Atualmente, duas empresas de confec��o est�o instalando
uma unidade fabril pr�ximo ao pres�dio para tamb�m utilizar a m�o de obra
dispon�vel. �Essas oportunidades s�o muito vantajosas, tanto para eles quanto
para os empres�rios, e v�o al�m da quest�o financeira, pois abrangem tamb�m a
responsabilidade social. A chance de ressocializa��o existe realmente para a
maioria dos nossos presos. De uma forma ou de outra eles ir�o voltar para a
sociedade, por isso � p�ssimo mand�-los para uma penitenci�ria na capital. L�,
eles s�o adotados pelo crime organizado e voltam pior do que foram. No entanto,
n�o h� num pres�dio o suporte que existe numa penitenci�ria, como psic�logos,
m�dicos, dentistas, assistente social. Assim, os presos acabam tendo que usar o
sistema p�blico, muitas vezes tirando a vaga da comunidade�.


Segundo o diretor, existem atualmente cerca de 90 presos no
regime semiaberto, mas nem todos t�m perfil para participarem de programas de
trabalho. �Se tiv�ssemos pelo menos um local para separar os presos provis�rios
dos reincidentes, j� seria bom�.


Uma visita dever� ser marcada pelo Conselho da Comunidade
para os empres�rios interessados em conhecer o pres�dio e conversar com o
diretor para estudar parcerias. 


 


Saiba a diferen�a entre pres�dio
e penitenci�ria


A Lei de Execu�es Penais e o C�digo de Processo Penal
Militar esclarecem que os pres�dios s�o os locais que abrigam presos em car�ter
provis�rio, que aguardam julgamento pela justi�a. J� as penitenci�rias s�o os
locais onde os apenados cumprem pena pelos processos j� julgados pela justi�a.


 


 


 

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